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domingo, 2 de março de 2008

Abdução II - Encontro Imediato de 3º Grau

Esta noite consegui dormir. Para além de dormir, também sonhei. Estranhos sonhos que eu tive. Sonhei que estava numa nave, que mais parecia uma casa. As paredes pareciam pladur, pintadas num tranquilo tom salmão. À minha frente, uma estranha criatura. Tinha três pernas e três braços, e uma face verde com uns grandes olhos azuis. Estava a conversar comigo, em português de Portugal. Dava alguns erros, mas isso até portugueses “de gema” como eu também dão, não havia como criticar. Aliás, nem deste planeta a criatura era.

Penso que estes sonhos são fruto da leitura da narração do bloco de notas. Mantenho-me um pouco céptico, é verdade, mas não escondo uma certa inclinação para acreditar que estes sonhos são fragmentos de memórias perdidas. Há pormenores que não estão descritos no bloco, mas estas lacunas costumam ser colmatadas pela imaginação. Talvez sim, talvez não.

Aproveito o meu estranho jeito extra no MS Paint para desenhar algumas cenas dos meus sonhos. Diz-se que uma imagem vale por mil palavras, então imagens com palavras devem valer tanto com uma carteira de acções jeitosa.

Quando se fala em abduções/raptos por alienígenas/etc., pensa-se logo em cirurgias macabras, salas de operações estranhamente iluminadas, criaturas que, por muito que se tente, parecem ser sempre distantes e envoltas em névoa. Nos meus sonhos, nada disso. A criatura confessou que me tinham feito um TAC, possivelmente é um procedimento habitual. Um tomógrafo é realmente uma coisa sinistra, mas nada comparado a um bloco operatório minado de aliens. O sonho continuava com uma visita à nave. Algumas zonas eram similares a de uma casa comum, se calhar para eu e os outros humanos nos sentir-mos mais à vontade e não estranharmos tanto o facto de estarmos no espaço com outras criaturas que sabe-se lá o que de nós querem.

Quando a criatura se zangava, os seus olhos ficavam vermelhos. Pormenor a ter em atenção, apesar de aparentar ser pacífica, não a quero irritar. Não me disse o seu nome, se calhar também não o tem. Também não disse o meu, e ficamos por nos apresentarmos. Talvez mais tarde. Há um propósito para estes tipos me terem raptado, só que ainda não sei qual. Espero que não tarde até obter a resposta.

Deixei-me levar pelas fantasias. Os factos são estranhos, contudo os pensamentos e teorias que eu possa magicar podem ter tanto de verdade como de treta. Se calhar a capa do cepticismo pede para ser despida por vezes, e aconteceu isso agora. Também, foram sonhos. Agora, preocupações concretas – fazer as malas. O meu voo é amanhã, já estou com saudades de Portugal. De acordo com a narração do bloco, o facto de eu ser português teve alguma relevância para a minha “suposta” escolha para o “suposto” rapto. Talvez algum sonho me ilumine futuramente.



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sábado, 1 de março de 2008

Abdução I

Até parece mentira! Eu, mísero blogger, dar por mim a 3 km de Las Vegas, a ser abanado por um sinistro tipo de óculos, completamente mocado… Fui levado para a esquadra, identifiquei-me, tal tal… felizmente ainda tinha a minha carteira, juntamente com as chaves, o telemóvel (que não ligava), e o meu bloco de notas com um aspecto estranhamente usado. A minha última recordação foi ter saído de casa para despejar o lixo. Em Portugal. Acordo, estou nos States. Surreal! Contactei a minha família, pareciam estar bastante aliviados por saberem que eu estou vivo. Os americanos disseram-me que já estava em fins de Fevereiro, não quis acreditar! Onde andei eu estes dias? Tudo parece tão vago. Não há charro no mundo com estes efeitos secundários, que eu saiba. A incineração de droga foi muito antes de eu ter desaparecido. Que diabo!

Arranjei um quarto por uma noite num hotelzinho porreiro, coisa que não falta em Vegas, e também passagens aéreas Las Vegas – Nova Iorque – Lisboa. Não consegui dormir. Pudera, parece que tive 40 dias a dormir, se calhar é natural não ter sono. Peguei no bloco de notas, por acaso, e vi que estava bastante escrito.

“Uma luz intensa elevou-me no ar esta noite. Suspeito estar numa aeronave. Escrevo estas linhas porque sinto que poderão ter utilidade no futuro, espero.”

Uma aeronave?? Não faz qualquer sentido. Por que raios me quereriam levar? Não sei nenhum segredo, vá, sei alguns, por exemplo sei o nome do senhor que matou o JFK, mas isso é não é nada comparado com o facto de a Alexandra Lencastre ter uma meia-irmã. Acho eu…

“Sinto um cheiro esquisito. Parece ser um gás que me está a por bastante…”

A frase não está completa. Acho que se percebe porquê. Confirma-se, fui drogado. Pena pena, é não ter a receita do gás, imagino a moca que era nas festas de trance, a loucura!

Continuei a ler mais, cada vez mais, sem parar, até à última página. Sem duvida, as linhas mais estúpidas que eu jamais lera! Escritas por mim, a caligrafia era minha, indubitavelmente. Ora, se eu as escrevi, e não sou totalmente maluco (parcialmente, só), são capazes de ter algum fundo de verdade. Facto certo é os meus 40 dias de desaparecimento, disso ninguém pode duvidar. Outro facto é a distância de Portugal até ao Nevada, impossível de ser feito a pé em 40 dias, o que inclui uma travessia transatlântica a nado. Inclino-me a acreditar para as linhas por mim escritas. Talvez tenha sido alvo de uma grande partida, de um embuste épico. Para pensar noutras coisas, lembrei-me do blog. Orquestrei uma espécie de flyer para alertar os leitores para o meu regresso. Estranhamente, a minha estadia na suposta aeronave deu-me algum jeito extra no MS Paint, o que pode ser útil. Ou fútil. Logo se vê. Acabado o flyer, fui descansar. Antes de embarcar, comprei um portátil para navegar na net, e aqui estou eu, em solo nova-iorquino. São 10 para as 11. Amanhã (em Portugal já é amanhã, mas aqui ainda é Sexta), passo cá o dia, no Domingo vou para o aeroporto de Newark, onde apanharei o voo da TAP para Lisboa, chego segunda às 6 da manhã. Até lá ainda têm noticias.

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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

The truth is out there.




Para informação adicional, consulte a Wikipedia.