quarta-feira, 28 de abril de 2010

Concurso de Fotografia do Requerimento

O Requerimento tem um grande prazer em anunciar o seu primeiro concurso de fotografia. Qualquer pessoa pode participar, a começar deste preciso momento. O tema para o concurso é "Como a AAFDL nos faz rir".

Prémios:
1º lugar: PC portátil HP.
2º lugar: Câmara de vídeo HD que filma a 360º.
3º lugar: Playstation 3.

Enviem os trabalhos por e-mail.






...






Muito obrigado por participarem, o passatempo está agora encerrado. Mais uma excelente iniciativa do Requerimento, como sempre. Muito obrigado!



Quem não tiver percebido a piada deve ir aqui e comparar a data da publicação (visível apenas na Home) à data limite de entrega de trabalhos.

domingo, 25 de abril de 2010

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O famigerado...


Ei-lo!

Quem se mete com a ILGA leva!

Desta feita, a vitima foi o prodigioso Paulo Otero....


Polémica. Exame de 1.º ano, do constitucionalista Paulo Otero, denunciado por alunos aos órgãos da instituição. A associação ILGA vai escrever à faculdade e ao ministro

O constitucionalista Paulo Otero vai ser alvo de queixas de estudantes da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e da ILGA - Intervenção Gay, Lésbica, Bissexual e Transgénero (LGBT), devido a referências alegadamente "discriminatórias" e "insultuosas" dos homossexuais, num exame da sua autoria.

Em causa está uma prova de Direito Constitucional II em que - "em complemento à lei sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo" - se simulava a aprovação, pela Assembleia da República, dum diploma prevendo casa- mentos poligâmicos, entre pessoas e animais e entre animais, pedindo-se aos alunos que argumentassem a favor e contra a constitucionalidade do hipotético diploma.

A prova foi realizada por alunos do 1.º ano desta faculdade, onde Paulo Otero é professor catedrático, mas a denúncia partiu de uma estudante do 2.º ano, que decidiu divulgar o enunciado da prova na rede social Facebook.

Ao DN, Raquel Rodrigues, a autora da denúncia, admitiu "sentir medo" das consequências que o caso acto poderá trazer-lhe. Mas explicou tê-lo feito por não ter dúvidas de que "as comparações feitas na prova são atentatórias da dignidade da pessoa humana".

"[O professor] Até poderia ter usado aqueles exemplos, mas sem os relacionar com o diploma que consagra o casamento entre pessoas do mesmo sexo", defendeu.

Raquel Rodrigues não completou esta disciplina no primeiro ano - altura em que teve Paulo Otero como professor. Mas garantiu nunca ter tido motivo de queixas destes: "É um óptimo pedagogo. Por isso é que eu e muitos alunos ficámos surpreendidos."

Contactado pelo DN, o constitucionalista confirmou a autenticidade do exame, mas entendeu "não fazer comentários".

Já o director da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Eduardo Vera-Cruz, defendeu que a instituição tem "mecanismos próprios para avaliar o cumprimento das regras [de conduta], que estão na lei", mas recusou dizer se houve violação destas: "Não posso adiantar se há ou não há, pois seria leviano fazê-lo", disse.

"O professor Paulo Otero já me contactou e disse que está à disposição da faculdade e de todos os seus órgãos para dar os esclarecimentos necessários", acrescentou.

O Conselho Pedagógico da faculdade reuniu-se ontem mas, ao que o DN apurou, ainda não debateu a questão. Entretanto, um grupo de estudantes dos 2.º e 4.º anos de Direito terá já formalizado queixa junto deste órgão académico.

Também a ILGA vai pedir explicações: ""Vamos escrever à Faculdade, e caso se confirme a veracidade do que foi dito pretendemos saber o que será feito para que uma situação destas não se repita", disse o presidente da associação, Paulo Corte-Real, "Contactaremos também o ministro da tutela [Mariano Gago]".

Para o activista, o exame "contém um texto "obviamente insultuoso para gays e lésbicas".

E, "a verificar-se a sua autenticidade", acrescentou, "não parece haver muitas dúvidas sobre quais são as suas intenções".

Paulo Otero é um assumido opositor ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, e está ligado à Plataforma Cidadania Casamento, que recolheu mais de 15 mil assinaturas para pedir ao Parlamento que levasse o assunto a referendo nacional.

Já Raquel Rodrigues - a aluna que desencadeou a denúncia - é filha do advogado Luís Grave Rodrigues, que há vários anos representa Teresa Pires e Helena Paixão, o casal lésbico que travou várias batalhas jurídicas pelo direito a casar-se.
no Noticiário Diário


Coisa que não aconteceria na cátedra do nosso querido Prof. Miranda, cujo teste, quanto muito, poderia ter uma ou outra menção a uma prostituta, a um proxeneta e a um toxicodependente.

À nossa colega Raquel fica a devida vénia, pela coragem. Espero que consiga fazer as cadeiras do 2º semestre. Se tem Constitucional em atraso, sugiro uma mudança de turma, para experimentar outros docentes e outros testes com alto teor de paranormal, pois estes, na FDL... é mato!


O Requerimento vai proceder em conformidade para obter uma cópia de tal tratado ofensivo à comunidade LGBT, e espero que não haja apenas uma única cópia em posse do Professor Doutor Charneca.


E não se esqueçam... we are family!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Episódio do dia

Vou a entrar no hall da Fac, onde muitos seres ansiosos vagueiam, à espera do grande resultado das eleições.

Aproximo-me, e um deles pergunta:

"Já votaste?!"

Resposta:

"Sim, no Passos Coelho. Mas olha que a coisa parece renhida..."

Ficou com cara de parvo a olhar para mim.

E eu fui-me embora.

terça-feira, 23 de março de 2010

E se entrassemos na moda?



Visto aqui.
__

Bora fazer um destes na FDL.

Se fosse hoje também teríamos o David Fonseca e tudo (goshh, o homem anda a perseguir-me!)

Guião provisório:
Câmara sai do metro e tenta furar caminho por entre 5 a 10 peditórios.
Vira e entra na faculdade, onde o prof Marcelo vai a sair. Ele dirige-se logo à câmara e pergunta sobre que é a entrevista. A câmara foge dele, e segue caminho. Filma o prof Jorge Miranda a sorrir com uma CRP na mão, e num canto o prof Fausto Quadro a olhar com desdém. Filma a pintura na parede do Anfiteatro 1, e entra.
Entra numa aula teória com metade da turma a dormir. O prof Menezes Cordeiro fica ultrajado e expulsa-a da sala. Da próxima vez que chegue a horas.
Sai pelo outro lado do anfiteatro vira à direita e segue pelo "túnel", entra na Biblioteca. Aqui a música pára, não se pode fazer barulho. Dá uma volta em cada andar, onde não se vê uma mesa livre, estão todas cheias de livros. Só metade delas tem efectivamente alunos lá sentados. Rodeados de pilhas de livros, uns abrem a boca de sono, outros escrevem devagar, levantando a cabeça apenas para dizer ao camera-man para fazer menos barulho.
Sai da Bib, desce as escadas, os seguranças dizem adeus, filma a sala de audiências e entra num anfiteatro onde estão a decorrer orais. A aluna chora, o professor ri-se.
Sai, passa o corredor e entra na Bar Novo. A música pára e canta sem acompanhamento a senhora do Bar Novo que adora cantar Tony Carreira como se fosse Fado. Depois de dizer um refrão qualquer, segue para dentro do Bar Novo, tenta subir para o primeiro piso, mas está fechado com uma fita vermelha.
Sai pela esplanada onde quase leva com uma cagadela de pombo em cima, e todos os alunos sentados nas mesas estendem uma cerveja para brindar à FDL.

Que tal? Não?

David Fonseca vai à faculdade

A Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa organiza, na próxima quarta-feira, dia 24 de Março, pelas 18h00, uma entrevista aberta à Academia com o músico David Fonseca. A sessão terá lugar no anfiteatro 8, com entrada livre. Se és admirador do trabalho do David, junta-te a nós para conheceres um pouco melhor o teu ídolo e participares com perguntas!



Brutal, uma entrevista com entrada livre!!



Contributo do Requerimento:

Hi Mr Fonseca! My english isn't very good, do you speak portuguese?

-Sr David Fonseca, o que raio está a fazer aqui?

-Sr David Fonseca, já que nem nós nem o Sr sabe o que está cá a fazer, podia responder às perguntas a cantar?

-Concorda que a série Fonseca é a melhor que o Gato Fedorento ja fez?

-Que acha da implementação de Bolonha na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa?

-Qual a diferença entre um Acordo e um Tratado?

-Qual a sua opinião acerca da divergência doutrinária entre o Prof Charneca e a Dona Fernanda sobre a partir de que hora se deve dizer "Boa Tarde"?

-Pois... cá estamos.... Ermm... pois... humm... este anfiteatro é giro não é?

segunda-feira, 15 de março de 2010

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Da rúbrica "Conspiradores descontextualizando escutas"

V

10 Os elementos disponíveis e conhecidos apontam no sentido de que, das pessoas envolvidas nas escutas, apenas o Primeiro-Ministro é titular de um cargo político. As restantes exercem, em diversas qualidades, a sua actividade profissional nas áreas empresarial, económica e financeira ou da comunicação social. Esta circunstância não obsta, como dissemos, a que, se for caso disso, possam igualmente ser responsabilizadas, de acordo com o disposto no artigo 28º do Código Penal, pela prática do crime de atentado contra o Estado de direito, p.e p. pelo artigo 9º da Lei nº. 34/87, de 16 de Julho.

O conteúdo das dezenas de produtos revela procedimentos utilizados entre agentes económicos e financeiros, que poderão estar relacionados com empresários e jornalistas, numa ligação, porventura, pouco transparente. É, aliás, conhecida a apetência das forças político partidárias pela influência nos meios de comunicação social.

Este quarto poder ou contra poder como alguns lhe chamam é, efectivamente, um importante instrumento na transmissão e divulgação de ideias políticas.

Ao Procurador-Geral da República não compete, contudo, analisar eventuais responsabilidades políticas.

Questão diferente é a da responsabilidade criminal, a de saber se os elementos probatórios coligidos, nomeadamente os trechos das escutas que acabámos de realçar, ultrapassam os limites geralmente aceites do relacionamento empresarial e da luta político-partidária e contêm indícios de prova que justifiquem a instauração de procedimento criminal pela prática de crime de atentado contra o Estado de direito, p. e p. no artigo 9º da Lei n.º 34/87, de 16 de Julho.

Consideramos que não.

10.1 Não se vê nos trechos das escutas constantes das diversas alíneas do n.º 8 indícios de tentativa de destruição, alteração ou subversão do Estado de Direito, como exige o tipo legal de crime em causa.

A compra pela PT de capital social da Media Capital (dona da TVI) é abordada com algum detalhe em conversações que Rui Pedro Soares mantém com Armando Vara e Paulo Penedos.

Uma delas [produto n.º 460, alínea g) do n.º 8] assume relevo neste contexto, atentos o seu conteúdo e a ênfase que lhe é conferida no despacho de 22 de Junho de 2009 do Procurador da República do DIAP da Comarca do Baixo Vouga.

Nesta conversação (efectuada a 21 de Junho de 2009 de Rui Pedro Soares para Armando Vara) é sobretudo o primeiro que informa o segundo dos termos do negócio projectado e responde às suas perguntas (sobre o destino de José Eduardo Moniz, sobre o financiamento, sobre "como é com o poder" ou sobre a situação de Manuela Moura Guedes). É neste quadro que surge a afirmação de que "Armando Vara mostra-se preocupado com as consequências se se souber que há esquema", acrescentando-se logo a seguir que "Rui Pero confirma que 'nós não estamos inocentes nesta coisa do Benfica' e que fez com que isso desgastasse José Eduardo Moniz".

Quando nesta conversação se fala em "esquema", pretende-se, no contexto, abranger, nas suas diversas componentes e implicações, tão-só o negócio PT/PRISA. Ora, não se pode descontextualizar a expressão nem atribuir-lhe uma dimensão conspirativa - traduzida na "existência de um plano em que está directamente envolvido o Governo para interferir no sector da comunicação social" - que, abranja igualmente propósitos de interferência na titularidade dos jornais Correio da Manhã e Público.

Na verdade, não se mostra que a referência incidentalmente feita a estes dois jornais na parte final da conversação mantida entre Rui Pedro Soares e Armando Vara reflicta o propósito mais vasto de um "plano" de interferência na comunicação social por parte do Governo, com o objectivo de restringir ou cercear a liberdade de expressão e de destruir, alterar ou subverter o Estado de direito.

Em primeiro lugar, nas referências, explícitas ou implícitas, feitas ao Primeiro-Ministro nos produtos das alíneas a), g), l), m), o), p), s), f), u), v), e z), do n.º 8 não existe uma só menção de que ele tenha proposto, sugerido ou apoiado qualquer plano de interferência na comunicação social. Não resulta sequer que tenha proposto, sugerido ou apoiado a compra pela PT de parte do capital social da PRISA, tal como se não mostra clarificado o circunstancialismo em que teve conhecimento do negócio. Ao invés, há nas escutas notícia do descontentamento do Primeiro-Ministro, resultante de não terem falado com ele acerca da operação; "devia ter tido a cautela de falar com o Sócrates... não falei e o gajo não quer o negócio. Era isto que eu temia. Acho que o Henrique não falou com ele, o Zeinal não falou com ele... eh pá... agora ele está 'todo fodido'. 'Está todo fodido e com razão'" [n.º 8, alínea u), produto nº 5291, de Rui Pedro Soares para Paulo Penedos; v. ainda os produtos das alíneas x) e z)].

Quanto a tal negócio, é citado nas escutas um outro membro do governo, nestes termos: "o Lino diz que não quer saber, que decidam o que quiserem... ninguém se atravessa... o Zeinal faz o que quiser, se quiser faz o negócio se não quiser não faz o negócio" [n.º 8, alínea v), produto n.º 5292, de Rui Pedro Soares para Paulo Penedos].

Em segundo lugar, sem prejuízo da enumeração da alínea m) do n.º 8, o produto n.º 460 insere a única alusão feita nas escutas ao jornal Público. Quanto ao Correio da Manhã, refere-se no produto n.º 4051, de 17 de Junho de 2009 [n.º 8, alínea c)] que o próprio Paulo Fernandes "estava a tentar comprar esses 30% da TVI"; "não conseguindo... está disponível para vender o Correio da Manhã"; nos produtos nº 607 e 620-624, de Fernando para Armando Vara, todos de 24 de Junho de 2009 [alíneas p) e q)], fala-se na compra deste jornal, mas numa perspectiva de reestruturação do grupo Ongoing e do acautelamento dos créditos do BCP e CGD sobre Cofina.

Há ainda a menção a "um dado novo - as rádios vão ser compradas pela Ongoing e pelo genro de Cavaco" [n.º 8, alínea r), conversação de Rui Pedro Soares para Paulo Penedos], menção pontual e de todo inconsistente.

Como falar, perante estes elementos, na "existência de um plano em que está directamente envolvido o Governo para interferir no sector da comunicação social"?

10.2 Não se ignora que o Jornal Nacional de 6ª da TVI (e, em menor escala, também o jornal Público) foram objecto de viva contestação por parte de elementos do Partido Socialista (e do próprio Primeiro-Ministro), sendo de admitir que estes meios de comunicação social terão, eventualmente, sido objecto de pressões no sentido de não adoptarem uma linha editorial hostil ao Governo.

Não pode, porém, confundir-se a adopção (pelo partido e membros do Governo e pelos partidos da Oposição) de procedimentos comummente aceites no sentido de se obter uma "imprensa favorável", com o recurso a comportamentos criminalmente puníveis. Ainda que se fale de "interferências" (termo amiúde utilizado por agentes políticos, como se vê nos recortes de imprensa), entendemos que a tentativa de alteração da linha editorial de um órgão de comunicação social, a ter existido [cf. n.º 8, alínea f), produto n.º 4420] não pode ser confundida (nem quaisquer elementos de prova apontam nesse sentido) com o propósito de subverter o Estado de direito.

10.3 Outros produtos, resultantes nomeadamente de conversações entre Paulo Penedos e Rui Pedro Soares, incluem referências a contactos havidos entre elementos da PT e da PRISA.

Mas também não existe nos elementos disponíveis qualquer referência a acções ou omissões de titulares de cargos políticos ou de outras pessoas, que se mostrem de algum modo idóneos para "tentar destruir, alterar ou subverter o Estado de direito constitucionalmente estabelecido, nomeadamente os direitos, liberdades e garantias estabelecidos na Constituição da República" (artigo 9.º da Lei n.º 34/87).

10.4 Interessa frisar um último aspecto.

Resulta da análise global dos documentos recebidos que a operação PT/PRISA tanto é objecto de menções equívocas, por ex. ao nível de engenharia financeira que lhe estaria associada [n.º 8, alíneas a) e b)] como é justificada em termos económicos e empresariais, quer por analistas [n.º 8, alínea ee), produto n.º 5565], quer pela PT, designadamente pelo presidente do Conselho de Administração, afirmando-se que a sua não concretização "parte do cumprimento de ordens contra os interesses da empresa "[n.º 8, alínea z), produto n.º 5432]" e que é escandaloso como é que não somos nós a comprar e vai ser a Cofina ou a Ongoing" [n.º 8, alínea aa), produto n.º 5467].

Não obstante ter sido insistentemente justificado em termos empresariais por altos responsáveis da PT, o negócio com a PRISA acabou por não se concretizar, por, no exercício dos direitos resultantes da golden share por parte do Estado, ter sido inviabilizado pelo Governo, vindo, mais tarde a Ongoing a assumir uma posição accionista na Media Capital.

Conclui-se assim, que:

a) Não existem no conjunto dos documentos examinados elementos de facto que justifiquem a instauração de um procedimento criminal contra o Primeiro-Ministro José Sócrates e/ou qualquer outro dos indivíduos mencionados nas certidões, pela prática do referido crime de atentado contra o Estado de Direito;

b) Entregues que se encontram as certidões e CD's ao Senhor Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, aguardar-se-á que se pronuncie sobre os actos relativos à intercepção, gravação e transcrição das conversações e comunicações em que intervém o Primeiro-Ministro.

xxx

A parte decisória do presente despacho vai ser divulgada pelos meios de Comunicação Social nos termos do artigo 86º n.º 13 do Código do Processo Penal.

A fundamentação do presente despacho manter-se-á abrangida pelo segredo de justiça enquanto o processo de onde foram extraídas as certidões estiver sujeito a tal regime.

Por confidencial envie-se a cópia ao Senhor Presidente do Supremo Tribunal de Justiça e ao Senhor Procurador-Geral Distrital de Coimbra.

18.11.2009

O Procurador-Geral

da República

Fernando José Matos

Pinto Monteiro
no DN


"Devia ter tido a cautela de falar como Sócrates" sobre o quê, mesmo?

Aliás, nem se nota nada a preocupação em escolher frases, expressões e citações nada ambíguas.

E curioso isto aparecer no DN, jornal da Controlinveste e do amigo Oliveira.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Tecnologia chega ao Direito

O Requerimento tem o prazer de anunciar as novas versões de Códigos Jurídicos, pensadas especialmente para os alunos que têm alguma dificuldade em decorar os números de artigos, e que dão imenso jeito para as orais.
Cada código custa cerca de 200€, e o Requerimento é o único vendedor oficial. Aceitamos reservas!

Para usar, basta inserir a palavra-passe da questão que vos perguntaram, e o sistema dá todos os resultados relacionados.

A versão Pro (469€) é mais complexa, mas vale a pena o dinheiro investido. Coloca-se a questão, e os resultados vêm já ordenados de acordo com a estrutura da resposta e artigos que devem ser citados.



Para quem não tem meios para os comprar, há uma lista que os vai distribuir de borla em troca de um voto. Mais notícias em breve.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Do mundo jurídico VS o mundo lá fora

Grande parte dos problemas na compreensão popular do funcionamento da justiça é a falta de conhecimentos de Direito. O que até não é necessariamente criticável.

Mas quando uma jornalista que está a entrevistar um juiz e um jurista sobre questões de Direito, diz algo do género...

"Mas que país é este, enfim, em que a justiça é de uma maneira para uns, de uma maneira para outros, ninguém se entende sobre o que de facto diz a lei, sobre o espírito da lei eventualmente, sobre a letra da lei... Como é que isto é possivel? Um diz uma coisa e o outro o contrário, muitas vezes... "

... algo não bate certo. (Se bem que me desse jeito haver apenas uma doutrina. Bora seguir o Menezes Cordeiro e declarar todos os outros insignificantes? xD)


É por isso que eu não gosto de jornalistas, quase por princípio. É uma profissão que devia exigir um domínio geral de amplas áreas de conhecimento, mas o que acontece é exactamente uma ignorância geral sobre a maior parte das áreas do conhecimento. E arranjarem consultores jurídicos, não?

Para quê?!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

MAPA FDL -anotado


A- Zona de Estacionamento para ricos. Raramente acima dos 30 ou 40 % de lotação.
B- Campo de Futebol para porcos. Não há balneários.
C- Estacionamento para porcos. Só lama, mas ficam mesmo à porta.
D- No Man's Land
E- Rua Preferencial- para recolhas de fundos para isto e para aquilo, que os estudantes são ricos.
F- Masmorras
G- Zona de Prostituição Masculina. Dizem... claro.
H- Jardins Proibidos. Acessíveis apenas a doutorados com mais de 17 valores, que pertençam a uma seita secreta e saibam Latim. E ao jardineiro.



De vez em quando, aparecem por aí umas mentes brilhantes que vão revolucionar a FDL. Cheios de força, cheios de ideias e ideais, uns antênticos caloiros... Um grupo de amigos que um dia estava a conversar no Bar, a comentar a situação por todos conhecida da Faculdade, e que decidiu fazer alguma coisa. O que seria de louvar, já que todos os outros pura e simplesmente encolhem os ombros. Mas estes não. Vão mudar esta merda! É agora.
Conhecem a expressão "tesão de mijo"? Mesmo que não conheçam acho que chegam lá pelo nome. Depois de mijarem umas mijadelas, a tesão acaba-se, assim como todas as ideias e principalmente a vontade.
Este ano os candidatos são... o MAPA. Têm uns cartazes espalhados pela faculdade, já devem ter visto.

O Movimento Alternativo Para os Alunos peca logo pelo nome. Porque raio é um "Movimento para os alunos" e não um "Movimento de alunos"? Como Movimento, corrente, ou o que queiram chamar, a adesão é livre, logo são as pessoas que aderem que o compõem. Este Movimento não é uma entidade autónoma orientada por alguns poucos, que pedem o apoio aos outros. Ou será? Assim deixava de ser um Movimento "puro", pelo menos a meu ver. Mas lá estou eu com a merda dos preciosismos. Obviamente que foi para que o acrónimo ficasse giro: MAPA...
Sobre o MAPA pouco tenho a dizer. Não sei quem são, não sei o que querem, e do que leio só ficam letras e texto que não dizem nada. É... algo... e quer mudança. Pronto, acho que captei isso. Basta-me. Sobre eles, mais nada direi, deixai passar o tempo. Pode ser que me dê razão.

Mas é curiosa esta vontade de mudança que por aparece por vezes em alguns grupos da Fac. Será que algo vai mal na nossa faculdade? Bem... a pergunta certa seria, mas vai alguma coisa bem na nossa faculdade? A FDL é uma faculdade sem qualquer espírito académico. É apenas um sítio onde se vai ter aulas e volta-se para casa, onde se faz uns exames e passado uns tempos, com sorte e esforço, se obtém um diploma. Também se conhecem algumas pessoas, não muitas. Do espírito universitário já se ouviu falar. Fica em Coimbra, não é? Dos direitos estudantis tem-se uma vaga ideia de umas lutas que aconteceram ha uns tempos, mas isso foi nos tempos em que não se fazia mais nada na vida do que lutar. Agora temos mais que fazer. Nomeadamente estudar, que a vida tá difícil. Orgulho em pertencer à Academia? Claro! Dizem que é a melhor. Orgulho na Academia? Not really.

Dos problemas do ensino superior, sabe-se uma coisa ou outra. Fazer algo? Boring...
Os alunos da faculdade não passam de um grupo de pessoas que tem a sua vida toda lá fora, mas passa umas horas por dia naquele sítio. É o que têm em comum.
A culpa? Dos alunos, claro. Mas isso é uma resposta de merda.

Uma associação académica que nunca soube motivar os alunos para os problemas da faculdade, que é fechada sobre aquilo que faz, que acha que uma manifestação com 50 ou 100 alunos é positiva (para a nossa faculdade). Uma AA em que ninguém se revê, que nunca conseguiu com sucesso "comandar" os alunos. Nem sequer informar, quanto mais... Mais do que tentarem justificar os plasmas vs os quadros que falta, mais do que anunciar qualquer medida, a AA precisa de mudar sim de mentalidade. E precisa, e muito, de liderança. Uma AA que não consiga mudar a apatia reinante, será sempre uma AA fantoche. Já para não falar em aspectos partidários, mas disso pouco sei.

Isto era compensado contudo, pela Tertúlia, à sua maneira. Contudo a Tertúlia parece-me cada vez mais inactiva. Talvez sinta falta do Poças. Nunca percebi o que aconteceu, nem me interessa perceber, mas confesso que ver o Poças na AA é como ver o Pinto da Costa com a camisola do Benfica. Nunca deixa de ser estranho...

Bem, força nisso. Já passei pela fase de querer mudar alguma coisa, mas só me mudei a mim mesmo. Agora prefiro ir ás aulas e mandar umas postas de pescada na net.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Novo site da AAFDHell

Mais uma capítulo da saga do site da associação, há muito acompanhada no Requerimento:

Com o novo ano, a AAFDL inaugura a sua renovada presença na Internet, que conta já com cerca de 10 anos. Para além de uma nova imagem, o site conta com um conjunto de funcionalidades inéditas ao dispor dos estudantes e visitantes em geral. Envia dúvidas ou sugestões para aafdl@aafdl.pt.

Dúvida ou Sugestão: Ah, está muito bonito. Mas já que pagaram um novo template (a que chamam novo site porque é sempre bom dizer que trabalham) que custou 50 dólares e vem com suporte técnico incluído, tratem lá de o utilizar, já que é por todos conhecido a vossa falta de jeito para a coisa, de forma a tentar que o conteúdo da página apareça... tipo, dentro da página.

VER - TÁ BUÉ DA FIXE. Dá para mirar as 'babes' da faculdade no Facebook.

Edit: Reparo agora que o site funciona bem no Internet Explorer, mas não no Firefox. Se calhar só foi feito para ser acedido através dos PCs da sala Universia...

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Caso prático

Antonino é assistente a uma disciplina.
Bernardina é a regente dessa disciplina.

Diz Antonino: Matéria X sai no exame.
Diz Bernardina: Matéria X não sai no exame.


Matéria X sai no exame.


Squid juris?

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Ohh, by the way...

"Epah, já quase me esquecia. No outro dia, há uns anos, quando fomos à Lua, encontrámos uma nave espacial extra-terrestre. Já me esquecia de contar isto, ainda bem que me lembrei a tempo... É algo importante, não?"

By Edwin Aldrin, companheiro de Armstrong na viagem à Lua.

link

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Gato Fedorento ou Nostradamus?

Há meses no Zé Carlos:




Ontem na TVI:



Priceless...

O Requerimento Desportivo II

Devido a condicionantes de vária ordem, expressão que sempre soa melhor que "coisas" apenas pude ver os 20 minutos finais do jogo de ontem. O que é particularmente lamentável, se for levado em conta o facto de na véspera ter assistido à primeira parte de um jogo entre duas equipas que têm muito em comum (para além de serem fraquinhas): estão falidas, jogam num estádio vazio e deprimente (honra seja feita ao relvado da Naval que é superior ao do WC), e lutam por um lugar tranquilo a meio da tabela. E acho que também equipam de verde.

Precisamente por não ter visto não posso comentar decentemente a imagem que o Lyon meteu no post abaixo (que de resto não mostra o campo todo), pelo que só me resta ir em busca de alguém que esclareça se houve ou não fora de jogo. Mas quem? O José Carlos Soares provavelmente é uma má escolha. A Bola provavelmente também não será uma boa escolha. O Professor Marcelo ainda não comentou no Blogue.

Como ninguém é reconhecido como isento, resta recorrer à opinião de alguém que claramente não é isento. Alguém que é tão pró-FCPorto como a Dica da Semana é pró-LIDL. Falo claro do Tribunal do Jogo. Se alguma coisa prejudicou o Porto os sujeitos que lá escrevem certamente não deixam passar. Vamos lá ver o que é que eles dizem:

Outros casos

22' O golo de Saviola é precedido de alguma irregularidade?

Jorge Coroado

+

No momento em que o passe é efectuado, havia um jogador do FC Porto a colocar Saviola em posição regular. A deslocação foi rápida, mas não existiu fora-de-jogo na jogada.

Rosa Santos

+

O lance é correcto, não há qualquer fora-de-jogo, pois está um jogador do FC Porto a colocar Saviola em jogo. Não me apercebi de qualquer falta na jogada anterior.

António Rola

+

No momento do passe, Saviola encontrava-se em posição legal. Mesmo na jogada anterior, não houve nenhuma situação de fora-de-jogo.


Volto a dizer que não vi o lance, mas se estes vice campeões do facciosismo (os campeões terão que ser a imitação de Presidente, o sujeito que palita os dentes no Dia Seguinte e o outro cartomante da RTPN) não acham nada de ilegal, é porque se calhar...não houve nada de ilegal.

Deixa lá Lyon, quanto aos óculos, há quem precise bem mais. Ia agora dizer quem mas tive uma ideia para outro post. A emissão segue dentro de instantes.

O Requerimento Desportivo

Ontem houve jogo grande. E daqueles porreiros para mim, onde ganhe quem ganhar, ou melhor, perda quem perder, fico sempre a ganhar. Por isso devia ser o único lá do sítio a ver o jogo descontraidamente. Talvez por isso, ou porque precise de óculos novos, fui o único a ver um alegado fora de jogo no golo do Benfas, que mais ninguém viu em 20 repetições. É que os moços da SportTV esmiuçaram o lance todo. Cada segundo foi parado, analisadas posições de jogadores para o fora de jogo, potenciais faltas, etc... menos no momento em que efectivamente podia haver dúvidas. E vá, isso tornou-se deveras irritante. E por mais que explicasse aos da casa a jogada das minhas dúvidas, toda a gente dizia que não. Mas acho que era um "não", de "não chateies".

Por isso, e porque preciso de saber se preciso de comprar óculos novos, e para os Srs da SportTV abrirem a porra dos olhos, o momento da jogada é este:

antes do passe de calcanhar para trás.

É assim tão difícil de ver?

sábado, 19 de dezembro de 2009

Continuando a saga dos WCs... O Prós e Contras da pequenada.

Na porta de um WC encontramos de tudo. Poesia, classificados, desabafos... debates. Debates? Não, essa é nova. Alguém aqui já viu um debate numa porta de WC? Não quis acreditar quando encontrei esta pérola, mas tive que a documentar, para a posteridade e para partilhar com os nossos leitores. Tanto que não tenho palavras. Só imagens.





 

 













Provavelmente é o debate mais atípico que alguma vez presenciei. Cheio de conteúdo e valiosa doutrina. Tão farto que nem poupa espaço na superfície da porta e importuna até a tranca, não lhe dando espaço para respirar. Algures na casa de banho masculina ao pé da biblioteca, para os mais curiosos.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

I´ve gotta a feeling, but it is not a very good one

Mas ainda bem que há quem acredite.



Vê se logo que são americanos. Que é que percebem de futebol?

[Actualizado]


E assim nasce uma bonita história de amor. Estou emocionado...

E só não vem o vinho porque...

Eu como bom lisboeta, estou-me nas tintas para o resto do país. O que pode parecer uma má atitude, mas tendo em conta que o resto do país está sempre contra Lisboa, a indiferença até é uma atitude mais louvável. E por indiferença entenda-se não ter nada contra nem nada propriamente a favor, e não desprezo, ou algo do género.

É por isso que notícias como o Red Bull Air Race sair do Porto para vir para Lisboa me deixam muito contente. Não que tenha uma predilecção especial por ver aviões a fazer o mesmo percurso vezes e vezes uns atrás dos outros. Nem por ser um evento Red Bull, que por sinal, já houve em Lisboa, bem antes da Air Race. É para poder disfrutar de todos os tripeiros furiosos a mandar vir, como se perdessem a sua razão de viver. O que me parece ser um disparate. Se o Norte anda com o país aos ombros, e em Lisboa se vive à custa do resto do país e não se trabalha, um evento como o Red Bull Air Race assenta que nem uma luva em Lisboa.

Será que no Porto se festeja o facto do Rock in Rio se ir embora de Lisboa e Portugal?

Resolução da Cimeira:

Os representantes dos países abandonaram a Cimeira, os protestantes ficaram sem razão para protestar, e tudo acabou bem. Os países pobres podem continuar a poluir por serem pobres, e os ricos para se manterem ricos.

E ainda bem, tava a ver que a coisa ia dar para o torto. Mas não. Felizmente, a solução apareceu a tempo.

Sendo assim, don´t worry, be happy!

Espírito Natalício

Pirataria: 13 piratas somalis libertados por nenhum pais aceitar julgá-los

Haia, 18 Dez (Lusa) - Treze piratas somalis capturados no início de Dezembro pela Marinha holandesa no Oceano Índico vão ser libertados, porque nenhum país aceitou processá-los, anunciou quinta-feira o Ministério holandês da Defesa.

"A União Europeia decidiu que a fragata Hr. Ms Evertsen deve deixar partir 13 piratas somalis capturados depois de terem tentado atacar um cargueiro com a ajuda de uma embarcação rápida no Sul de Omã", indicou o Ministério num comunicado.

"A União Europeia tentou em vão desde a sua prisão encontrar um país que aceite julgá-los", continua o comunicado que sublinha que a União Europeia, responsável no seio da missão Atalanta da entrega dos piratas, concluiu acordos com as Seychelles e o Quénia.

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/10470775.html

Porque é que não ficaram para passar o Natal connosco? Pelo menos davam-lhes uma prenda de Natal para levarem para casa ou assim. Já não sabem receber as pessoas...

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Da rúbrica "pagar valores exorbitantes por uma refeição"

Hoje voltei a ter sorte de encontrar propaganda da Juventude Comunista Portuguesa. Falo de sorte porque estava meio aborrecido e os panfletos daquela malta divertem-me sempre.

O de hoje, entre outras verborreias dizia isto:

Ah malditos sejam detentores do grande capital! E malditos sejam também todos os outros partidos que não o PCP e o BE, já agora! A cobrarem-nos valores exorbitantes para comer nas cantinas universitárias!

Onde é que isto já se viu? Dois euros e 20 cêntimos por uma sopa, pão, prato, sumo à descrição, fruta e doce? Que raio de país terceiro mundista é este? Veja-se o cardápio desta semana na Cantina Velha:


Costeletas de porco, bife de vaca, stogonoff de peru, isso é lá comida que se apresente a quem estuda? Ainda por cima ao preço de 2,20 euros, que como se sabe é quase o preço de mercado de uma refeição em qualquer restaurante? Uma vergonha!

Avante, camarada avante! E o prato encherá para todos nós!

domingo, 13 de dezembro de 2009

E na rubrica "Literatura de porta de casa de banho"...

Há dias, o Christian do Corta, Cola, Bloga publicou um excerto poético de uma casa de banho da FDL. Achei piada à ideia, e sempre que encontro algum texto de wc digno de nota, tiro uma fotografia com o meu telemóvel merdoso. Eis a primeira





Direito é tratar aquilo que é igual de forma igual e o que é diferente de forma diferente.

Será isto Direito?

Será isto Justiça?

É caso P/A dizer que o Direito está para a Justiça C/O a Justiça está para o Direito!

FUCK THEM



Acho que o FUCK THEM diz tudo.

O Requerimento Pedagógico

Ora aqui está o motivo pelo qual todos se devem manter afastados dos jogos, nomeadamente apostas desportivas:


Jogo | Aposta | Resultado

Shit Happens!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Ricardo Gonçalves ou "chamar-me palhaço, para mim, é sinal que tenho sentido de humor, sentido de humor é sinal de inteligência".




Uma imagem vale por mil palavras. Um vídeo vale por mil imagens.


BTW, a cara da Zézinha no frame está muito gira.

E na rubrica "O Requerimento é cor-de-rosa"...

José Sócrates e Fernanda Câncio separados?


Oito anos depois do início do namoro, o romance entre o primeiro-ministro José Sócrates e a jornalista Fernanda Câncio pode ter chegado ao fim. Segundo a revista 'Flash', os dois não têm sido vistos juntos nos últimos tempos e há muito que Sócrates deixou de frequentar a casa da namorada, onde chegou a viver.

Esta não é a primeira ruptura entre o mediático casal, mas, segundo a publicação terá apurado, parece ser mesmo definitiva.

Contactado pelo CM, o assessor de José Sócrates, Luís Bernardo, disse apenas que não estava 'autorizado a falar da vida pessoal' do primeiro-ministro. 'Não há comentários'.

in "Diário de Grande Prestígio"


Parece que Fernanda Câncio estava tão fartinha de ser apelidada de "namorada do PM", que nem esperou pela queda do governo, cortou o mal pela raiz! Depois de terem sido considerados improcedentes os seus recursos pelo plenário da CCPJ, Câncio jogou a ultima cartada para deixarem de lhe chamar "namorada do PM" - deixou de o ser. Fernanda, mulher valente, mesmo assim não sei se vais ter sucesso! Olha que o Diogo Infante nunca namorou com o Zé, e mesmo assim durante algum tempo foi apelidado de "namorado do PM", tu que realmente namoraste com ele ainda vais ter muito que gramar. Mas gostei da abordagem eficaz e da solução pragmática do problema.

Sondagens misteriosas: publicação de resultados e conseguintes comentários.

Quem gostaria que fosse o Presidente do Conselho Europeu , em vez de Herman Sem Lábios?


O Professor Charneca
2 (15%)
O Sucateiro de Ovar
1 (7%)
O Bruxo de Fafe
3 (23%)
A Dona Fernanda
4 (30%)
O Passos Coelho
0 (0%)
O Garcia Pereira
0 (0%)
O Presunto Fumado
3 (23%)


Parabéns à D. Fernanda. Realmente, debaixo daquele chapéu, atrás daquela bata e dentro daquela fardamenta, só podia estar um eminente, porém desconhecido, talento do direito comunit... perdão, da União Europeia. Nunca nos enganou, e a suposta reforma da D. Fernanda foi apenas uma fachada, na verdade transferiu-se para Bruxelas ou Estrasburgo.

E parece que no Requerimento, tal como na vida real, Passos Coelho e Garcia Pereira nunca hão de ganhar coisa nenhuma. Nem um simples sufrágio num blog rasco. Desprestigiante.



O Requerimento em associação com Rui Santos pergunta: qual devia ser o destino da viagem de finalistas?





Escuta.. vai mazé trabalhar ó...fazer algo de útil para a sociedade,




1 (9%)



Mordor, porque a vida lá é muito barata desde a queda do anel.




2 (18%)



Campo de Ourique, que o peditório da Tertúlia para o Ensino Superior não dá para mais.




1 (9%)



Badajoz.




1 (9%)



A qualquer uma das anteriores, porque não se corre o risco de
ouvir Bossa Nova.




2 (18%)



Ao Jumbo, porque diz que há lá presunto fumado do
bom a preço de amigo.




4 (36%)











E parece que a viagem de sonho seria ao Jumbo, em vez do Brasil. Diga-se que O Requerimento é muito mais competente em matéria de viagens de finalistas do que a AHAHFDL, e uma viagem ao Jumbo seria muito mais económica, segura, há descontinhos (então se os estudantes levarem cartão Jumbo, é uma alegria) e há presuntinho fumado em prestigiados fumeiros.

E foram estas as sondagens misteriosas!

Novidades, só mesmo no Continente.

O regulamento mudou! E esta, hein? Depois do célebre ano lectivo 2007/2008 em que contámos uns 7 ou 8 regulamentos num só ano, parece que a produção maciça de regulamentos de avaliação teima em não parar! Isto dá uma estabilidade do caralho, não dá? Só sou eu a achar esta sucessão imparável de regulamentos...





... wait for it...




ABSURDA?




Os alunos são prejudicados. Os docentes (pelo menos os assistentes e alguns regentes) são prejudicados. O nome da "nossa academia" como pomposamente lhe chama a AAFDL, o bom nome e algum prestigio que ainda resta à FDHell sai prejudicado. Ah pois sai, não tenham duvidas.

Logo, pergunto. Esta merda, que não tem outro nome, favorece a quem mesmo? Acho que até desfavorece o enigmático Pedro Múrias, o que é ridículo.

Das duas uma:

- Ou o Charneca e os Bares são um lobby muito maior do que eu pensava, pois esses saem favorecidos, os bares porque têm mais clientes em épocas de exames, e o Charneca porque vende mais sebentas e resumos a gente que passa mais tempo a ser avaliada do que a estudar, e que obviamente não tem tempo para ler todos os manuais dos Animais de Quinta e outros docentes;

- Ou andam a gozar com a cara do pessoal.



Isto de fazer experiências com Bolonha não é fazer experiências com esparguete. É fazer experiencias com a vida académica de centenas de pessoas. É bom que tenham noção disso.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Acordar em desacordar o Acordo

Embrenhado nos meandros do Processo (infelizmente, não o de Kafka), faço uma pequeníssima pausa no meu estudo para partilhar esta iniciativa, em relação ao Acordo Ortográfico (o qual nunca me caiu no goto).

«Ega, em suma, concordava. Do que ele principalmente se convencera, nesses estreitos anos de vida, era da inutilidade do todo o esforço. Não valia a pena dar um passo para alcançar coisa alguma na terra - porque tudo se resolve, como já ensinara o sábio do Eclesiastes, em desilusão e poeira.

- Se me dissessem que ali em baixo estava uma fortuna (…) à minha espera, (..) se eu para lá corresse, eu não apressava o passo… Não! Não saía deste passinho lento, prudente, correcto, seguro, que é o único que se deve ter na vida.

- Nem eu! - acudiu Carlos com uma convicção decisiva

E ambos retardaram o passo, descendo para a rampa de Santos, como se aquele fosse em verdade o caminho da vida, onde eles, certos de só encontrar ao fim desilusão e poeira, não devessem jamais avançar senão com lentidão e desdém.

(…)

- Espera! - exclamou Ega - Lá vem um «americano», ainda o apanhamos.

- Ainda o apanhamos! Os dois amigos lançaram o passo, largamente. E Carlos, que arrojara o charuto, ia dizendo na aragem fina e fria que lhes cortava a face:

- Que raiva ter esquecido o paiozinho! Enfim, acabou-se. Ao menos assentamos a teoria definitiva da existência. Com efeito, não vale a pena fazer um esforço, correr com ânsia para coisa alguma…

Ega, ao lado, ajuntava, ofegante, atirando as pernas magras:

- Nem para o amor, nem para a glória, nem para o dinheiro, nem para o poder…

A lanterna vermelha do «americano», ao longe, no escuro, parara. E foi em Carlos e em João da Ega uma esperança, outro esforço:

- Ainda o apanhamos!

- Ainda o apanhamos!

De novo a lanterna deslizou, e fugiu. Então, para apanhar o «americano», os dois amigos romperam a correr desesperadamente pela rampa de Santos e pelo Aterro, sob a primeira claridade do luar que subia.»

[in Os Maias, de Eça de Queirós]



” - Ainda o apanhamos!”*

Uma forma relativamente expedita para ainda podermos barrar o abominável disparate que é o Acordo Ortográfico seria a apresentação de uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos junto da Assembleia da República.

Tratar-se-ia, por conseguinte, de submeter à aprovação do Parlamento um documento legal, subscrito por um mínimo de 35.000 cidadãos, com a finalidade de suspender a entrada em vigor do dito Acordo Ortográfico.

Existe um único precedente deste preceito constitucional (ILC), levado a cabo (e com sucesso, por sinal) pela Ordem dos Arquitectos, em 2007 (ver documento em formato Word e notícia OA”).

Para tal, “apenas” haverá que mobilizar vontades, estabelecer contactos, juntar esforços, programar acções e finalmente… agir. Porém, desta vez, não basta simplesmente assinar uma qualquer petição e muito menos de qualquer forma. Há requisitos legais e formais específicos e procedimentos que só gente habilitada para o efeito poderá executar, nomeadamente quanto à redacção da referida Iniciativa Legislativa.

Não adianta agora para nada estar a “deitar contas à vida” e ao tempo perdido em campanhas inconsequentes, em iniciativas inúteis e em discussões estéreis. O tempo urge. Com a entrada em vigor do AO, em Portugal, já no próximo dia 1 de Janeiro, bem poderemos ficar eternamente a carpir mágoas - linguísticas ou outras - a respeito do assunto, que isso já de pouco ou de nada irá servir.

Mas, se calhar, quem sabe, poderá isto ser um último recurso, uma última réstia de esperança. Já sabemos que resta pouco, muito pouco tempo, mas ainda é algum.

Cabe a nós outros, que somos muitos, decidir o que fazer com aquele muito pouco e com aquela última réstia.

[nota: este texto segue assim mesmo, sem pormenores, sem floreados, sem estilo e sem mais coisíssima nenhuma que não a MAIOR URGÊNCIA.]

* Citação de “Os Maias”, de Eça de Queirós.



Este apelo foi enviado por email aos 22.738 subscritores da causa Facebook “Não Queremos o Acordo Ortográfico”.

“Então e agora?”, perguntam-me. Bem, então e agora… é esperar.

Mas esperemos que esperar… não muito.

O assunto já aqui tinha sido aflorado há algum tempo, em Setembro de 2008 e Agosto de 2009, e a sugestão da ILC, em concreto, foi relançada há apenas alguns dias através do Twitter, tendo até colhido alguma e de certa forma surpreendente receptividade.

Porém, e apesar de alguns apoios recebidos - por regra, de carácter informal -, e mesmo sabendo que a recolha das 35.000 assinaturas seria a menor das dificuldades e a tarefa de mais rápida execução, existe um obstáculo gigantesco, pelo menos na aparência: as “figuras públicas”, os grandes “tubarões” desta causa desapareceram todos, ausentando-se para parte incerta. Numa palavra, e pelos vistos, fugiram. Não que fizessem agora grande falta, de tal forma “meteram o pé na argola” pela forma desastrosa como conduziram o processo, mas isto para demonstrar como se torna difícil - para simples cidadãos anónimos - fazer seja o que for em prol do bem comum sem estarem, à uma, escorados (e bem) por Partidos e/ou organizações e ainda, às duas, escoltados por um nada módico esquadrão de figurões mediáticos.

Acresce que uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos não é a mesma coisa que uma simples Petição. Não basta empilhar assinaturas à matroca e entregá-las num qualquer “guichet” do Parlamento, é necessário validá-las todas, uma a uma, com os documentos legais e os dados necessários; não basta um ilustre e virtuoso redactor, é necessário constituir um ou mais do que um verdadeiro jurista; não basta dar umas entrevistas e ir a uns quantos debates soltar umas opiniões, não, pelo contrário, a coisa é séria, carece até de Sede constituída, de Comissão autorizada com 5 a 10 responsáveis, enfim, um ror de “maçadas” e exigências várias que se não coadunam com incompetências, amadorismos, tibiezas ou vedetismos.

Enfim, isto poderá parecer difícil, poderá estar mesmo difícil, mas não desistiremos, não, de todo!

Ao contrário de muitos que por aí andam. Na dita parte incerta.

Apdeites V2

Eu peço imensa desculpa a todos os apoiantes do Acordo, mas eu recuso-me a mudar a maneira como escrevo certas palavras só porque um acordo diz que devo. Simplesmente, mesmo que não tivesse mais que fazer, não vou fazer um reset a tudo o que aprendi e durante anos apliquei só porque sim. Aqui revejo-me nas palavras de Pessoa, quando diz que a ortografia é um fenómeno de cultura e que o Estado não tem o direito a compelir alguém a escrever numa ortografia que não aceita. A ortografia é um fenómeno que o Estado não deve controlar.
Por outro lado, também não defendo a linguagem estranha que a miudagem usa. Só que, tal como no séc XIX se escrevia de maneira diferente do que no séc XXI, não nego que no século XXIII se vá escrever de maneira diferente. E espero também que não seja o Estado a dita-lo, mas sim os portugueses em geral.

Eu não sou linguista nem coisa que se pareça, mas enquanto português e pessoa que escreve em Português de Portugal, tenho a minha opinião em relação a isto. Ei-la.

Um post que fala bastante de circo mas que resiste à tentação de usar o termo "palhaços"

Apesar da minha “maciça e indesbastável ignorância de bacharel” (que não me impede de trabalhar com isto das citações) vou dar a minha opinião sobre o caso de John Demjanjuk.
Evidentemente que não é por ter a provecta idade de 89 anos que é menos culpado por algo que tenha feito. Também parece evidente que os crimes de que é acusado não prescreveram e daí a necessidade de um julgamento. Não é isso que está aqui em causa.

O que está aqui em causa é saber se é razoável empurrar alguém (sim empurrar porque aparentemente o sujeito nem força tem para fazer andar a cadeira de rodas) que claramente está no final da vida de um lado do Atlântico para o outro. Não havia alternativas? Não poderia ter sido utilizada a teleconferência? E como é que os Estados Unidos permitem a extradição de um cidadão americano nestas condições? É claro que a alternativa tecnológica não seria tão espectacular como ver um homem totalmente acabado a ser arrastado para uma sala de audiências, mas sem dúvida que seria mais humano. É esse circo que não traz nada de bom a ninguém que penso que foi aqui condenado.

No entanto agora que o circo está montado, resta saber o que é que daqui vai sair. Pretende-se apenas apurar os factos? Isso faria sentido, até por uma questão de interesse histórico.Ou pretende-se uma condenação? Isso levantaria uma série de outras questões.Querem fazer deste julgamento um símbolo? Isso não é justiça, isso é utilizar um tribunal para mandar uma mensagem que deve ser em primeiro lugar política. Querem culpá-lo por todos os outros que conseguiram fugir ou que foram acolhidos por terem utilidade a quem os acolheu? Isso também não é justiça. E uma hipotética pena, serviria para quê? Para o fazer sofrer? Isso de justiça não tem nada, como já foi dito é vingança, com requintes de sadismo acrescento eu. Para ele se arrepender e tornar uma pessoa melhor? Duvido muito uma vez que é provável que John Demjanjuk nem cá esteja para ouvir a sentença.

Circo e vingança são as únicas coisas que daqui podem resultar, e como já foi dito, nada disso é justiça. E muito menos é direito. Conceitos que de resto não parecem de grande importância aos nossos opinadores de estimação.

E por que isto já vai longo com esta me retiro: não é que interesse a alguém, mas neste momento John Demjanjuk é inocente e assim permanecerá pelo menos até ao final do julgamento. Que aborrecimento essa coisa da presunção de inocência.

PS: Queria esclarecer uma mijadela fora do balde que encontrei na caixa de comentários: não há nem nunca houve comentários censurados no Requerimento. Através da premissa “Comentário eliminado Esta mensagem foi removida pelo autor” não se pode chegar à conclusão “ao contrário do que se faz neste blog, no meu não se apagam comentários”. Mas não devia ser um jurista ignorante a explicar a um iluminado que faz da filosofia profissão (filósofo é uma profissão?) uma coisa tão simples como esta.



Direito não é Justiça

Porque pediram uma reacção...
Porque alguns não perceberam...

Parece-me então ser a melhor altura para dizer o seguinte:

Um judeu vai colo
car um anúncio no jornal. - Gostaria de colocar uma nota fúnebre sobre a morte da minha mulher. - Com certeza, que texto quer colocar? - Apenas "Sara morreu". - Só isso? - espanta-se o interlocutor. - Sim, não quero gastar muito dinheiro. - Mas o preço mínimo permite até 6 palavras. - Ah! bom. Sendo assim, ponha: "Sara morreu. Vendo Opel Monza 94."


Oportuno, não foi? Também acho.


Ao Fernando Pessoa que aí anda a comentar, que se faz passar por 2 ou 3 gajos, com 2 ou 3 blogs, umas notas.
Gajos ignorantes de Direito como nós, estão-se a cagar para o sentido de justiça do Camus. Gajos ignorantes de Direito como nós estão-se a cagar para a ética moral. Gajos ignorantes de Direito como nós estão-se a cagar para a lógica, argumentação filosófica, falácias, factos e conclusões histórias, e toda a merda herdada dos gregos, que aliás, sempre me pareceu algo deveras rabeta.

Estou-me nas tintas se um gajo de Filosofia percebe o alcance das considerações feitas com base no Direito. Claro que não percebe, e responde com Filosofia, chocado. Seria necessário que tivesse pelo menos alguns conhecimentos de Direito, para que a discussão não fosse parva. Deste lado, seriam necessários alguns conhecimentos de Filosofia se o estivesse para aturar, mas acima de tudo falta-me a vontade, por isso assunto arrumado.

Independentemente de tudo o que se disse, este julgamento é indecente por este simples facto:

Nem o Hitler, se fosse assim encontrado, deveria ser assim julgado. Chocado fico eu, porque para algumas pessoas o Direito é olho por olho, dente por dente. Neste caso, até acho que já nem lhe resta nenhum...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Já não chega?

O suspeito antigo guarda das SS John Demjanjuk, com 89 anos, começou hoje a ser julgado em Munique pela acusação de ter colaborado, em 1943, na submissão de 27.900 judeus às câmaras de gás no campo de extermínio de Sobibor, na Polónia ocupada – no que se prevê ser o último grande processo judicial da era nazi na Alemanha.

De origem ucraniana e reformado nos Estados Unidos, onde vivia desde 1951 e trabalhara como mecânico, Demjanjuk chegou ao tribunal numa cadeira de rodas, depois de travar e perder uma batalha jurídica na Primavera passada contra o pedido de extradição feito pela justiça alemã.

Os procuradores germânicos crêem que Demjanjuk – um dos nomes de topo da lista de criminosos de guerra do Centro Simon Wiesenthal – foi um dos homens que participaram nas mortes de judeus em Sobibor, onde se crê que pelo menos um quarto de milhão de pessoas foram mortas. O arguido admite ter estado em outros campos nazis, como guarda, mas não em Sobibor, que era gerido por 20 a 30 agentes das SS e quase 150 antigos prisioneiros de guerra soviéticos.

Demjanjuk integrou o Exército Vermelho na luta contra a Alemanha nazi antes de ser capturado e recrutado como guarda de campo. Os procuradores, que devem apresentar hoje a lista de acusações e pedir uma sentença de prisão perpétua, pretendem mostrar em tribunal provas testemunhais e também documentos, incluindo um cartão de identificação, para provar que o arguido esteve em Sobibor durante pelo menos seis meses no ano de 1943.

Grupos de judeus e familiares das vítimas do campo de concentração e extermínio defendem que nunca é tarde demais para que a justiça seja feita, acolhendo este julgamento como profundamente simbólico. “Não devemos nunca cometer o erro de pensar que um caso contra um criminoso de guerra é um caso contra só um homem. Quando os sinos tocarem por John Demjanjuk estarão a soar também por todos os outros criminosos de guerra. Mesmo se não lhes provoca mais do que noites sem sono”, avaliou o rabi Marvin Hier, director do Centro Wiesenthal em Los Angeles, em declarações à agência noticiosa britânica Reuters.

John Demjanjuk foi extraditado dos Estados Unidos – país de que é cidadão naturalizado desde 1958 – para a Alemanha em Maio passado e nega veementemente ter tido qualquer colaboração na morte de judeus. Os seus familiares sustentam que se encontra frágil demais, devido a uma doença da medula óssea, para enfrentar um julgamento: “Estão a forçar o julgamento apesar da condição em que o meu pai se encontra”, lamentava o filho de Demjanjuk, em comunicado emitido esta manhã.

As audiências não deverão durar mais do que 90 minutos por dia, e por não mais do que três dias por semana , atendendo ao estado débil do arguido, explicou tribunal. Crê-se que o julgamento se prolongue até Maio próximo.

Demjanjuk fora já antes julgado em Israel – para onde foi extraditado dos Estados Unidos em 1986 – onde foi identificado como sendo um dos mais temíveis e sádicos guardas prisionais do campo de concentração de Treblinka, onde era conhecido como “Ivan, o terrível”. Foi condenado à morte em 1988, mas a sentença acabou por ser afastada quando surgiram novas provas sugerindo que um outro homem era provavelmente o malfadado “Ivan” de Treblinka.


Publico.pt



Já não chega de "bater no ceguinho"? É mesmo preciso ir ao cumulo de julgar um velho de 90 anos que se baba e se mija, num estado tão débil que tem que ir de cadeira de rodas e de maca para o tribunal? Este homem, seja um verdadeiro culpado, seja mais uma das vitimas da lavagem ao cérebro e manipulação nazis, ou mesmo da coação do regime, das quais os alemães também foram vitimas? Muita gente esquece esta parte, vitimas são os que morreram e sofreram, mas vitimas são os que carregam também, silenciosamente, este fardo e esta herança, sem culpa nenhuma, apenas porque nasceram no país tal.


Não quero com isto defender os nazis, como se observa claramente, mas sim questionar o sentido de justiça deste julgamento. Se tanto a América e a Rússia fecharam os olhos ao absorver cientistas e know-how tecnológico do Reich, se se fechou os olhos à questão ética envolvendo o uso de estudos médicos nazis que vitimaram centenas de pessoas, porque é que não deixam simplesmente esta pessoa, que nada mais é que um débil velhinho às portas da morte, morrer sem ser um centro de atenções mediático? Verdade seja dita, quando foi extraditado e quando entrou no tribunal, ele já estava condenado. Pela natureza, bem entendido. Este julgamento não vai fazer absolutamente justiça nenhuma.

Isto para mim não é mais do que duas coisas: Circo mediático e mais um "baixar as calcinhas" a Israel. E das duas, uma - ou há um momento em que isto acaba, ou vai dar bronca. Já passou mais de 50 anos, não podem ser vitimas para sempre. Não se confunda justiça com vingança (é o problema de muita gente).

Newsflash

- Tratado de Lisboa! Vocês que vão fazer Direito da União Europeia agora no 2º semestre estão bem f-lixados. O Fausto já esfrega as mãos de contente.

- Bola de Ouro para Messi - Finalmente. Agora é esperar pelo prémio da FIFA.

- A biblioteca da FDL mudou:
  • Pontos positivos: Fecha mais tarde.
  • Pontos negativos: Parece o Roma-Areeiro - Meleças em hora de ponta. E ligação à rede wifi da UL, nem vê-la. Bem que podiam colocar mais um router na biblioteca, que tal?
- O átrio da FDL assemelha-se por vezes à história dos "vendilhões no templo". Desde consultórios improvisados de estomatologia, a bancas de associações várias, o que é que falta ver no átrio da ditosa FDL? Talvez amarrar um trampolim gigante aos pilares, ganha quem conseguir atravessar o piso e aterrar na sala de estudo.

- A AAFDL agora promove aquilo que é indispensável em qualquer instituição académica - workshops de salsa. É assim que colocam nos píncaros o prestigiozinho da "nossa academia", como orgulhosamente gostam de referir.