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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Coragem irmãos! (Tomo II)

Resposta ao desafio do PT Lyon:

Não acho que seja realmente necessário uma música motivacional antes do estudo, ou mesmo antes dos testes. Ora veja-se a minha banda sonora na última época de exames:

8:15 a.m. : Miguel Pereira, que por vezes fala de si na terceira pessoa pessoa, acorda das suas 3 horas de sono com a cabeça a fervilhar de conhecimento júridico, toma banho, manda abaixo 2 cafés e dirige-se à Faculdade para fazer o exame do que quer que seja, que se realiza às 9:00. Banda sonora até ao supremo momento avaliativo:



E ainda:



E com estes belos pensamentos ia para o anfiteatro, onde a banda sonora era bem mais aborrecida consistindo em: "Professor, posso mudar a ordem das perguntas?" "Professor posso mudar a ordem da respostas?"

Após o exame, seguia-se uma refeição de hamburgueres mal passados do Bar Novo com os colegas Requerentes, e por vezes com mais algumas almas torturadas (Personna, olá!), em que eram discutidas as respostas de cada um. Uma boa música para esses momentos de discussão seria, por exemplo, esta:



Como essa época de exames decorreu durante o período de aulas, após o almoço havia almas corajosas que ficavam para as ditas. Ficará para sempre na minha memória a aula prática de Teoria Geral do Direito Civil a que fui após o último exame, aula que ninguém tenha preparado (somos mesmo palermas, em vez de prepararmos a aula estávamos a estudar para o exame)e que por isso levou a este comentário da professora: "Os senhores não andam a fazer nada!" Priceless. Música desse momento:



Quando eram 16:00 geralmente já estava em casa, só com força para meter qualquer coisa a tocar e deixar-me dormir. Geralmente era algo destes senhores:



Nota: queria meter o Hoppippolla mas segundo o Youtube, o vídeo não está disponível no meu país, o que quer que isso signifique.

E bom, para concluir, fica aqui uma sugestão de música, que se não motiva, pelo menos entusiasma. Digo eu.



sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

A Biblioteca da FDL

Apresento-vos a recém-criada árvore de Natal da biblioteca da FDL. Está ai na foto. Descubram onde...

Mas este post não é sobre a árvore de Natal da biblioteca.
Decidi compilar as regras costumeiras da biblioteca, resultado da minha vivência neste espaço:
  • É expressamente proibido levar as nossas constituições (códigos civis & Cia), ainda que não haja uma única constituição actualizada disponível, e apenas uma ou outra constituição anotada minimamente actualizada.
  • É expressamente proibido entrar na biblioteca com qualquer livro que nos pertença, excepto se este for composto de fotocópias e argolas, e violar os direitos de autor. Por outras palavras, se possuírem o original, não o podem levar para a biblioteca. Só aceitam livros piratas.
  • E já que falamos de direitos de autor, têm disponíveis umas 6 ou 7 fotocopiadoras, mas só as podem usar para fotocopiar livros da biblioteca.
  • As mochilas e equiparados não podem entrar na Biblioteca. Para tal, existe à porta um excelente bengaleiro, que ninguém utiliza por nunca haver lá ninguém a trabalhar. A solução passa por um amontoado enorme de mochilas lá num canto da biblioteca, donde de vez em quando é capaz de desaparecer alguma...
A biblioteca da FDL é também muito rica em situações únicas, que não acontecem em mais nenhuma biblioteca do país. Desde um casal de lésbicas a passear de mão dada a dar a volta ao andar de baixo, e que por sinal eram umas moças muito novas e muito esbeltas, que conseguíram fazer com que cada um dos estudantes que lá se encontrava parasse imediatamente o seu estudo, e como que hipnotizado, olhasse para aquela cena desde o momento em que desceram as escadas, continuando a olhar fixamente enquanto davam a volta ao edifício, até que subiram as escadas de novo, saindo de vista, fazendo todos acordar de novo da hipnose e olhando uns para os outros perguntar: "Mas o que raio se passou aqui?! O que é que foi isto?!"
Ou ainda as conversas que se ouvem dos grupos de estudo que não estudam e só falam. No outro dia fiquei (eu e mais um colega) a saber, sobre um grupo de umas 8 raparigas do primeiro ano que estavam na mesa em frente, quantos namorados cada uma tinha tido, quais os seus fetiches, quando tinham perdido a virgindade, histórias calientes que tinham tido com os namorados, posições preferidas, posições desconfortáveis e posições "que doíam", quantas vezes por semana cada namorado e elas coiso e tal, onde, tamanhos... disso mesmo! Enfim... cada uma a tentar ser mais bizarra que a outra... Realidade ou ficção, não digam é que na biblioteca da FDL não se aprende nada!
Uma nota ainda para um espaço especial da biblioteca. A mesa que fica junto à janela mesmo por cima da entrada para a garagem do parque de estacionamento dos professores! Descobri a semana passada que ali também se aprende muito. Aprendem qual o tipo de carro médio dos professores (e olhem que upa upa coiso e tal!). Aprendem que carro têm os vossos professores. Aprendem se eles têm muita ou pouco habilidade com a máquina. (Digamos que Dani até precisa de abrir a porta e sair do carro para passar o cartão magnético pela máquina, para abrir a cancela, quando supostamente bastaria colocar o braço de fora. Já a Martinha fica quase 2 minutos a passar lá o cartão, até finalmente a cancela abrir... I wonder why... xD

UPDATE- Newsflash!
Acaba de chegar à redacção um comunicado da biblioteca da FDL!

Afinal, aquela maquineta à entrada que parecia servir para lá por a mão, tem mesmo uma função útil: Pôr lá a mão!
Para quê? Controlo de Entradas. Eu apoio totalmente esta iniciativa, que apesar de não dever ter saído nada barata, vem pôr termo a uma situação que já estava a tornar-se insuportável: A utilização da biblioteca por pessoas que nada tinham a ver com a FDL! Sim, porque uma biblioteca jurídica parece que não, mas atrai muitos leigos. Era a dona Miquelina da frutaria ao pé da Utopia, era o Sapateiro do Campo Grande, e até me pareceu lá ver o Mantorras uma vez... tudo a entrar sorrateiramente! Será pelos magníficos livros do Digesto?

Pode-se ler no comunicado:
"A Biblioteca está a instalar um sistema de controlo do acesso às suas instalações, baseado em tecnologia biométrica, com a finalidade de melhorar os seus serviços de informação."
Quid Juris?
Eu juris que a tecnologia biométrica é essencial, não vá alguém andar a falsificar cartões de aluno (mas esperem... isso existe?!) ou BI's de alunos, para entrar na biblioteca. Mas esperem lá... "melhorar os seus serviços de informação"?! Quais serviços? Pertence ao SIS? FBI? CIA? Interpol? Sócrates? Quem puxar de um livro sobre o modo como as Nações Unidas deveriam funcionar, ou sobre ética política, entra para uma lista negra, ou coisa parecida?
"Este sistema, mediante a criação de um Ficheiro de Utilizadores, permitirá melhor conhecer os utentes deste serviço, as suas necessidades de informação e a frequência com que utilizam a Biblioteca"
Eu não disse? Eu não disse?! A mim não me enganam! Topei-vos logo!

PS: Ouvi dizer que se pode levar livros protegidos por direitos de autor para a biblioteca, a partir de hoje.

PS2: Não se esqueçam de fazer o vosso registo lá na nova maquineta da biblioteca. o FBI e a CIA estão à espera...

PS3: MRS já nos veio dizer que o novo sistema não vai violar a privacidade de ninguém... e que já é muito usado pela Europa fora (as duas frases não se contradizem?)

PS4: Hoje o bengaleiro estava a funcionar de novo PAHHH! Fantástico!